Setenta mil trabalhadores de Recife entram em greve por reajustes salariais | PiniWeb

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Setenta mil trabalhadores de Recife entram em greve por reajustes salariais

Duas mil obras foram paralisadas, inclusive na região metropolitana

Mauricio Lima
31/Outubro/2011
Trabalhadores da construção civil do Recife entraram em greve hoje exigindo reajuste salarial na casa dos 15%. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Pesada de Pernambuco (Marreta), que havia decretado a greve em assembleia na semana passada, mais de 70 mil profissionais de 2 mil obras deverão aderir à greve.
 
De acordo com o Marreta, o aumento oferecido pelas construtoras não acompanha a valorização dos preços dos imóveis no Estado. "Além do reajuste salarial, a paralisação reivindica aumento da hora extra aos sábados. Queremos que passe de 70% para 100%, e também garantir o vale-compras, que eles estão querendo excluir, além de mais segurança no trabalho", afirma Dulcilene Moraes, presidente do Marreta.
 
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Pernambuco (SindusCon-PE), Gustavo de Miranda, afirma que a greve tem um cunho político. "Nós já havíamos negociado com o Marreta, que tinha fechado um acordo com o SindusCon-PE. Mas agora eles pedem mais do que havia sido acordado", disse. Segundo Miranda, o SindusCon-PE está trabalhando para acabar com a greve o mais rápido possível. "Nossa proposta é um pouco abaixo dos 15%, mas não é de 9%, como foi divulgado", disse.
 
A greve paralisará as obras na cidade do Recife e em parte da região metropolitana da capital pernambucana. Entre as construções que não devem ter os serviços interrompidos estão as obras de infraestrutura para a Copa de 2014, como a Arena da Copa e outras obras de mobilidade, como a Via Mangue, além de empreendimentos que estão sendo tocados em Suape, como a Refinaria Abreu e Lima (Rnest).