Custo das obras da Copa do Mundo de 2014 aumentou 28,3% neste ano | PiniWeb

Custos

Custo das obras da Copa do Mundo de 2014 aumentou 28,3% neste ano

Segundo relatório, alta foi de R$ 6,83 bilhões, liderada pelas obras de mobilidade urbana

Mauricio Lima
21/Setembro/2011

Sylvio Coutinho
Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, em obras
O deputado federal Romário divulgou ontem um estudo feito pelo consultor legislativo do Senado Alexandre Guimarães que apontou alta de R$ 6,83 bilhões no valor das obras da Copa do Mundo de 2014 no período entre janeiro e setembro deste ano. Em termos percentuais, a alta foi de 28,3%, elevando o custo de R$ 23,83 bilhões para R$ 30,66 bilhões.

Segundo o relatório, o valor das obras de mobilidade urbana foi o que mais cresceu no período, com aumento de R$ 4,4 bilhões (37,5%). Já está incluída nas contas o pacote de R$ 3,247 bilhões anunciado pela Presidente Dilma Rousseff para obras de mobilidade em Belo Horizonte (MG). Já o custo dos estádios aumentou R$ 1,3 bilhão (23,2%), principalmente pela inclusão do estádio do Corinthians, o Itaquerão, nas contas. Reformas de portos e de aeroportos tiveram, respectivamente, altas de 21,4% e 16,2%.

Entre as cidades-sede, Cuiabá (MT) teve o maior aumento de preço: R$ 699 milhões, alta de 59,6%. O Rio de Janeiro (RJ) fica em segundo lugar, com alta de R$ 503,8 milhões (14,6%), seguido por Porto Alegre (RS), onde os custos aumentaram R$ 423 milhões (43,2%). Os menores aumentos ocorreram em Recife (PE), R$ 1,6 milhão (0,1%), e em Natal R$ 5,4 milhões (0,4%).

Já com relação a estádios, o Beira Rio foi o que mais aumentou de preço: de R$ 154 milhões para R$ 290 milhões, alta de 88,3%. O preço da reforma da Fonte Nova subiu R$ 192,2 milhões, enquanto a do Maracanã teve aumento de R$ 103,9 milhões.

O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, apresentou o maior crescimento de custos, de R$ 233,2 milhões (67,4%). Os aeroportos de Fortaleza (CE), de Belo Horizonte (MG), de Manaus (AM) e do Rio de Janeiro (RJ) também tiveram elevação acima da média. Somente as obras em Recife (PE) tiveram variação negativa de R$ 1,5 milhão (7,5%). Com relação aos portos, apenas o de Santos (SP), com alta de R$ 114,1 milhões (96%), e de Mucuripe (CE), R$ 44,1 milhões (40,7%), tiveram aumento de preços.

O maior aumento do custo das obras de mobilidade urbana foi em Cuiabá (MT), com apenas duas obras, de R$ 695 milhões (142,3%). No Rio de Janeiro-RJ, com apenas uma obra, o salto foi de R$ 273,6 milhões (17%).

Segundo o estudo, "grande parte das obras de mobilidade urbana e nos aeroportos e portos, ainda não iniciou, o que pode gerar aumento futuro de valores". O relatório foi feito a partir de balanços divulgados pelo Governo Federal em janeiro e em setembro. Em alguns casos, foram utilizados dados do Portal da Transparência - Copa 2014, da Controladoria-Geral da União (CGU).