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FVG estima crescimento de 3,5% para o setor em 2009

Previsão que até dezembro de 2008 oscilava entre 3,5% e 4,7% se confirma na margem mais ponderada após anúncio de queda no PIB da economia no quarto trimestre

Por Thiago Oliveira
12/Março/2009

A FGV Projetos e SindusCon-SP  (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) consolidaram sua estimativa de incremento do PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil de 2009 em 3,5%. Até dezembro do ano passado, a entidade trabalhava com dois cenários possíveis: um básico, segundo o qual o setor poderia crescer 4,7% em 2009, e outro moderado, pelo qual o desenvolvimento alcançaria 3,5%.

Um dos principais motivadores da mais recente previsão foi o anúncio feito esta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indicando queda de 3,6% no PIB da economia no quarto trimestre de 2008. O crescimento especificamente no setor da construção, que chegou a ser de 11,7% no terceiro trimestre do ano, restringiu-se a 2,1% no período seguinte.

Em reunião com empresários na sede do SindusCon-SP, a economista Ana Maria Castelo, consultora da FGV Projetos, afirmou que as atividades do setor permanecerão aquecidas no primeiro semestre, resultado de negócios fechados antes do início da crise global. "Mas o efeito do carregamento perderá força no segundo semestre, pois desde o início da crise, poucos lançamentos estão sendo realizados", observou Ana Maria.

Apesar das perspectivas de um 2009 historicamente difícil para o setor - há quem arrisque crescimento nulo da economia, este ano, o que certamente acarretaria consequências danosas à construção -, não faltam aspectos positivos em vista. Um deles foi mencionado, nesta mesma reunião no SindusCon-SP, pelo professor da Escola de Economia de São Paulo da FGV, Paulo Gala: "Até a metade do ano, certamente teremos a Selic (taxa básica de juros) abaixo dos 10%, o que nunca aconteceu desde que ela foi criada, em 1986".

Por essa e por outras razões (como os aguardados investimentos maciços do Governo Federal em habitação), Gala se diz otimista para a volta do crescimento sustentado do setor a partir de 2010. "A recessão no Brasil será curta, não vai desmontar as estruturas criadas na economia do País ao longo dos últimos anos", assegurou o professor.

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