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Lançado o TCPO em livro para profissionais da construção

Versão em CD-ROM já estava disponível desde abril de 2008. Publicação é referência para a preparação de orçamentos de obras

Eric Cozza
20/Junho/2008

Acaba de ser lançada a 13ª edição do livro TCPO - Tabelas de Composições de Preços para Orçamentos, um dos principais títulos da Editora PINI. Publicado pela primeira vez em 1955, tem sido fonte de consulta para várias gerações de construtores, engenheiros civis, arquitetos, orçamentistas e demais profissionais da indústria da construção.

A versão em CD-ROM já estava disponível desde abril de 2008. Esta edição traz mais de 1.000 novas composições de preços, incluindo tecnologias como steel framing, ar-condicionado, circuitos de telefonia, tubos e conexões de PPR (água quente), lajes em steel deck, portões automáticos, alvenaria de peças de solo-cimento, barra de apoio para portadores de necessidades especiais, encunhamento de alvenaria de vedação e até circuito fechado de TV - CFTV. Apresenta ainda vários modelos de orçamentos, mais de 40 tabelas de produtividade variável, tabela demonstrativa dos encargos sociais (LS) e uma conceituação para cálculo do BDI (Benefícios e Despesas Indiretas).

Leia abaixo entrevista com o Eng. Bernardo Corrêa Neto, gerente de Engenharia e Custos da PINI, que coordenou o trabalho de fechamento desta última edição do TCPO. Ele fala sobre as mudanças em relação ao TCPO 12 (2003), os procedimentos para a revisão das composições e os coeficientes de produtividade adotados pela publicação.

Marcelo Scandaroli
Quais as principais mudanças no novo TCPO?
Além da revisão de todas as composições da edição anterior, foram incluídas outras mil composições de preços, como, por exemplo, ar-condicionado, exaustão e ventilação, tubos e conexões de polipropileno verde (PPR), steel frame, alvenaria de peças de gesso, sistemas de tanques sépticos, circuitos de telefonia, fôrma de papelão, dutos e conexões em polietileno de alta densidade, laje steel deck, entre outras. Apresentamos, também, uma grande variedade de tabelas de produtividade variável para adequar as composições à realidade da obra orçada. 

Qual é o procedimento básico para a revisão das composições?
A PINI mantém permanentemente uma equipe técnica para manutenção do banco de dados das composições. Além de nossa preocupação de ampliação do banco de dados com os serviços atualizados, recebemos inúmeras solicitações de revisão e inclusão de serviços, enviadas pelos nossos leitores, usuários de softwares e fornecedores.

Como são tratadas essas solicitações?
São analisadas pelo departamento de engenharia para que sejam levantados ou checados todos os coeficientes dos serviços solicitados. Para levantamento dos coeficientes, além da nossa equipe, contamos com a colaboração de consultores contratados especificamente para essa função.

Por que o TCPO passou a utilizar o conceito de produtividade variável em vez de apenas adotar a produtividade média histórica?
Ainda adotamos a média histórica, porém apresentamos várias tabelas de produtividade. Ou seja, os usuários que pretendem aprimorar o orçamento, adequando os coeficientes das composições à realidade da obra, podem fazê-lo consultando-as e alterando manualmente os coeficientes para o desejado.

O que são exatamente as tabelas de produtividade variável?
Os índices de consumo das composições apresentados no TCPO podem registrar variações, dependendo da tipologia da obra, do projeto arquitetônico e do treinamento dos profissionais envolvidos na execução. A partir de uma análise das tabelas de produtividade variável, a construtora pode convergir os índices para a realidade da obra a ser orçada e aprimorar o resultado do orçamento. Contamos, nesse sentido, com a importante colaboração do professor Ubiraci Espinelli Lemes de Souza, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, cuja equipe coletou vários dados para a determinação das tabelas.

Como são levantados os coeficientes de produtividade?
Os coeficientes de produtividade (mão-de-obra) e de consumo (materiais) são levantados por meio de uma pesquisa de campo, confrontados com os catálogos existentes dos materiais e serviços analisados.

Como o TCPO deve ser utilizado na orçamentação?
O orçamento não é um exercício de futurologia ou adivinhação. Por isso, manter uma base de composições confiável é primordial para a elaboração de um bom orçamento. O TCPO disponibiliza essa base. Cabe ao orçamentista levantar as quantidades dos serviços e associá-los às composições.

A nova edição exigiu, também, o recálculo de custo horário de equipamentos. Quais foram as bases para essa revisão?
O custo horário foi revisado tomando-se como base os manuais dos equipamentos fornecidos pelos fabricantes. Para cálculo da vida útil, utilizamos a tabela da Receita Federal. Vários equipamentos que hoje não são mais produzidos foram substituídos pelas novas versões com as devidas alterações de consumo, potência, vida útil etc.

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