Apenas oito das 170 obras de prevenção na região serrana do Rio de Janeiro foram iniciadas | PiniWeb

Infraestrutura

Apenas oito das 170 obras de prevenção na região serrana do Rio de Janeiro foram iniciadas

Segundo relatório do Crea-RJ, existem obras de reconstrução de pontes e obras de recuperação de taludes que ainda estão inacabadas

Mauricio Lima
12/Janeiro/2012

Divulgação: Crea-RJ
Deslizamento de terra ocorrido em Nova Friburgo, no início de 2011
Em janeiro de 2011, a região serrana do Estado do Rio de Janeiro sofreu com uma série de deslizamentos de encostas e enchentes, causadas pelas fortes chuvas que atingiram a região. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) divulgou durante o ano dois relatórios apontando medidas necessárias para a prevenção contra novos acidentes.

Em um terceiro relatório, divulgado ontem (11), o conselho apontou que dos 170 locais apontados como perigosos, apenas oito tiveram obras iniciadas, sendo que muitas não foram finalizadas antes do período das chuvas. "Além disso, existem obras de reconstrução de pontes e obras de recuperação de taludes que ainda estão inacabadas, já praticamente um ano após a tragédia de janeiro de 2011, o que é lamentável", diz o relatório.

Os dados foram coletados com base em vistoria realizada na semana passada nos municípios de Nova Friburgo, Bom Jardim, Teresópolis e Petrópolis. Segundo o Crea-RJ, houve negligência por parte do poder público em relação à preparação das cidades para as chuvas do verão. O conselho afirma que as medidas vêm sendo tomadas em um ritmo muito lento.

O relatório também chama atenção para o alto grau de desmatamento e degradação ambiental, que facilitam deslizamentos, erosões nas margens de rios e o acúmulo de sedimentos em cursos d'água e no sistema de drenagem urbana. É destacada também a ocupação desordenada do solo na região, seja por habitações irregulares ou pela agropecuária, além do desmatamento das encostas.

"As necessárias obras e atuações de médio e longo prazo precisam ser projetadas agora, de imediato, para serem construídas no início do período de estiagem deste ano, em torno de abril e maio de 2012", ressalta o documento. O Conselho defende que tais medidas devem integrar uma política pública que esteja de acordo com o conceito da sustentabilidade ambiental, para que sejam uma solução definitiva para a questão da degradação da bacia hidrográfica local, que favorece enchentes e deslizamentos de encostas.

As medidas propostas pelo conselho são: mapa de riscos; planejamento para remoção da população ao longo do tempo, priorizando as áreas de alto risco; implantação de intervenções nas encostas; implantação de pequenas e médias barragens de cheias; implantação de estruturas e intervenções nas encostas para controle da erosão do solo; implantação de um sistema de monitoramento ambiental representativo permanente na região; implantação de obras de proteção de talude; reavaliação do sistema de micro-drenagem existente; e reavaliação do saneamento efetivo de esgotos e lixo na bacia drenante.

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