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Infraestrutura

IPT testa nova cobertura do Estádio do Morumbi no túnel de vento

Com 30 mil m² de área, cobertura será em estrutura metálica apoiada em oito pilares de aço. Projetistas ainda vão decidir se usarão telhas ou membrana tensionada

Aline Rocha
11/Setembro/2012

Divulgação: IPT
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) está testando o projeto de reforma do Estádio do Morumbi, em São Paulo, no túnel de vento. Os ensaios, feitos pelo Centro de Metrologia de Fluidos (CMF) com uma maquete da estrutura, devem fornecer os coeficientes de forma e pressão que darão confiança aos projetistas da nova cobertura do estádio.

Com 30 mil m² de área, a cobertura será em estrutura metálica composta por oito pilares, somando quatro mil toneladas de aço. Os projetistas ainda estão estudando se adotarão telha de aço ou membrana tensionada no sistema. A decisão vai considerar também o desempenho da proteção acústica, com o objetivo de minimizar o impacto sonoro dos eventos que serão realizados no local.

Além da estrutura da cobertura, já estão quase concluídos os estudos que contribuem para a escolha e cálculo das fundações de apoio à estrutura metálica. As análises são feitas por meio de sondagens para medir a profundidade e detectar os materiais que compõem o solo. De acordo com o IPT, os pilares não serão instalados simetricamente para não avançarem para as ruas ao redor, respeitando, assim, as leis vigentes.

Os ensaios do túnel de vento são feitos em um modelo do estádio fabricado em PVC, papel couro e acrílico. Na primeira etapa de testes, os pesquisadores analisaram as características do vento no bairro do Morumbi. Os ensaios são referenciados pela NBR 6123:1998, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que determina as condições exigidas na consideração das forças devidas à ação do vento.

Os pesquisadores do IPT adotaram uma base da simulação da camada limite atmosférica que consiste em uma barreira castelada, quatro geradores de vórtice e rugosidade distribuídos em 24 metros do piso do túnel de vento - no caso do Morumbi, foram usados 580 blocos retangulares de 8 cm x 8 cm, representando o entorno da estrutura.

Segundo o IPT, a rugosidade de um terreno é definida de acordo com a aspereza de uma superfície e o fator de redução da velocidade do vento. A norma da ABNT classifica esta rugosidade em cinco categorias e o terreno do Morumbi se encaixa última delas, por possuir numerosos obstáculos, além de grandes, altos e pouco espaçados.

Após finalizar os ensaios de simulação do vento natural, o IPT instalou no local o modelo do estádio em uma escala 1:200, com 300 tomadas de pressão. Assim, foram iniciados os testes de carregamento do vento na estrutura. Neste caso, os pesquisadores adicionaram as representações de um futuro prédio em anexo, que abrigará o estacionamento, e das residências em um raio de 250 metros a partir do centro do estádio, já que estas estruturas podem alterar as características do escoamento e diminuir o carregamento do vento.

O laudo final dos testes será entregue aos responsáveis pela instalação da cobertura: o projeto da estrutura é da empresa Projeto Alpha Engenharia de Estruturas e a construtora é a Andrade Gutierrez. Os profissionais irão cruzar os dados fornecidos pelo IPT com as informações das rajadas de vento na região para chegar a um projeto final da cobertura.

Divulgação: IPT

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leia mais: Estádio do Morumbi começará instalação de cobertura
 

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