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Balancins: elétricos x manuais

6/Fevereiro/2002

Balancim: elétrico x manual
Construtora Adolpho Lindenberg opta pelo balancim elétrico para revestir a fachada de edifício residencial de altíssimo padrão e ganha quase três meses no prazo.
Custo comparado

A execução da fachada de um edifício neoclássico de altíssimo padrão exige muito esforço para realizar trabalhos em altura. Há muito tempo, a construtora Adolpho Lindenberg pretendia substituir os balancins com catraca, que envolvem todo o perímetro da obra e exigem, em condições adversas, um esforço manual do operário para se movimentar. Além de ter que trabalhar com toda a fachada simultaneamente, o uso desse tipo de equipamento impedia o início dos trabalhos de regularização, impermeabilização, piso, piscina e jardinagem do térreo, atrasando o final da obra.

Para isso, foi realizado um comparativo dos balancins manuais e elétricos. O estudo não visava comparar qual deles oferecia o melhor preço em um determinado período de tempo: a construtora queria saber qual o tempo economizado gastando-se a mesma verba. "Cada etapa deveria interferir o menos possível nas outras", explica o engenheiro Antônio Rolim, da Adolpho Lindenberg. Era necessário realizar trabalhos de chapisco, emboço e acabamento em massa travertina. Para executar os detalhes arquitetônicos com uma qualidade maior, os balancins deviam estar presos contra esforços horizontais.

Os balancins montados com módulos de 1 e 2 m que se encaixavam e travavam combinavam com as medidas exigidas. A partir daí a empresa contabilizou o que seria gasto em oito meses de trabalho. "Inicialmente, a fornecedora apresentou um preço mais caro para o balancim elétrico", lembra Rolim. Com o auxílio da fornecedora, realizaram um teste para medir a produtividade da mão-de-obra na própria fachada, trabalhando nas condições reais. "Com a produtividade, foi possível verificar que 22 m de balancim seriam suficientes para terminar o serviço em menos de seis meses", completa. Mesmo assim, o fornecedor precisou baixar um pouco o preço para viabilizar o balancim elétrico com a mesma verba do balancim convencional.

Apesar da desconfiança inicial, os funcionários tiveram uma boa aceitação do novo equipamento, pois podem descer 6 m e voltar rapidamente para continuar o serviço. Se há algum retrabalho, é mais fácil para o operário se locomover até o local do reparo. Os trabalhos começaram com uma folga de 1,5 mês. "Se tivermos problemas com interferências ou retrabalhos, teremos tempo para voltar ao sistema tradicional sem atrapalhar o cronograma", assegura o engenheiro. Somente o locador manipula o equipamento. A mão-de-obra da fachada não o muda de lugar, como seria no tradicional. Como as fachadas vão sendo liberadas para os serviços do térreo, a conclusão pode acontecer simultaneamente à da fachada. "Como a obra não tem problemas de fluxo de caixa, podemos desembolsar a verba separada para o térreo antes do tempo", revela o gerente da obra. Para a segurança dos operários, cada cabo resiste a 8 t e o equipamento trava com uma carga superior a 450 kg. "O cabo agüenta 20 vezes mais a carga máxima permitida no balancim", diz. O consumo de energia compreende 1,5 cv por motor. Como são seis motores, há um gasto médio de 6,6 kW/h para os balancins.

Inicialmente, foi realizado um teste para aferir a eficiência dos balancins elétricos com plataformas de 6 m de comprimento e uma equipe de trabalho para chapisco, emboço e acabamento com argamassa travertina em uma área de 41,50 m2 (5 x 8,30 m). Confira ao lado os resultados.










Matéria extraída da edição no 7 Construção Mercado

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