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Como executar caixas de inspeção

14/Maio/2003
Como executar caixas de inspeção
Veja as opções de caixa de inspeção industrializadas disponíveis no mercado
As peças pré-fabricadas são feitas dentro das especificações técnicas, mas erros de projeto e construção podem prejudicar o funcionamento do sistema
A menor espessura das caixas de plástico em relação às pré-moldadas não altera o volume de escavação

O sistema é simples, com poucas condicionantes para a especificação. As peças também não são segredos dos construtores e não é necessário o emprego de mão-de-obra especializada. No caso do uso de materiais pré-fabricados, essas características ficam mais evidentes.

As caixas de inspeção são recipientes que permitem a inspeção, limpeza e desobstrução das tubulações de esgoto antes da rede pública. Uma caixa deve ter superfície interna lisa e sem fissuras, fundo em declive para ajudar o esgoto a escorrer para o tubo de saída e seção circular com 60 cm de diâmetro ou retangular com lado de pelo menos 60 cm (ver ilustração).

Em geral, são feitas de alvenaria, concreto pré-moldado ou plástico. Como não contam com muitas interfaces, o risco de surgimento de problemas é pequeno. Ainda assim, as peças moldadas in loco possuem mais focos para possíveis patologias, como o assentamento dos blocos ou o revestimento interno.

O apelo dos equipamentos de alvenaria é o custo baixo, pois empregam materiais já existentes na obra, como blocos e argamassa. Os pré-fabricados possuem instalação mais rápida e maior precisão geométrica, pois já saem da fábrica dentro das especificações previstas pela NBR 8160, que trata de projetos de instalação de esgoto.

Recomendações
Se as propriedades e dimensões do material estão asseguradas, o mesmo não se pode dizer de projetos e execução. Por serem relativamente simples, as caixas de inspeção de esgoto não recebem o devido cuidado dos construtores. Com isso, não são raros problemas no fluxo dos dejetos.

Segundo o pesquisador do IPT Douglas Barreto, um dos erros mais comuns nas instalações prediais de esgoto é a não-observância da cota de fundo. Assim, a saída da última caixa de inspeção pode ficar abaixo ou no mesmo nível da rede pública de esgoto, o que pode provocar um refluxo dos dejetos. "Já vi casos em que a solução, além de desobstruir toda a instalação, foi bombear o esgoto para a rede pública", conta. "Além do incômodo que as obras de reparo causou aos moradores, foi um gasto que seria evitável por parte do condomínio."

Além da cota, o projeto de instalação predial de esgoto deve prever a colocação de uma caixa a cada ramal que se juntar à rede. Além disso, as peças devem distar, no máximo, 25 m entre si. Para facilitar a inspeção da rede, os reservatórios não podem estar escondidos sob o piso. Caso haja revestimento sobre a entrada, deverá ser feita uma sinalização do ponto de instalação da caixa.

Por norma, não pode haver mistura do esgoto com as águas pluviais, pois haveria uma sobrecarga de efluentes nas instalações. A ocorrência dessa situação pode ter duas origens: a ligação, por desconhecimento do construtor ou do projetista, dos ramais de esgoto com o de águas pluviais e a falta de tampas herméticas nas caixas, que permitem que a chuva escorra para dentro dos reservatórios de esgoto.



Dimensionamento




Certo e errado


As caixas de plástico contam com conexões mais herméticas

Leia mais:
Manual de Instalações Prediais Hidráulico-Sanitárias e de Gás
, de Ruth Silveira Borges e Wellington Luiz Borges. Editora Pini
NBR 8160 - Projetos de instalação de esgoto. ABNT


Ubiratan Leal