Instalações para elevadores | PiniWeb

Notícias

Instalações para elevadores

22/Julho/2004
Para a instalação do equipamento de transporte vertical, o aterramento deve estar conforme a NBR 5410 e as orientações do guia fornecido pelo fabricante. Os elevadores devem estar conectados ao sistema principal de aterramento e nunca a um sistema secundário. O condutor de proteção dos elevadores (PE) deve ser exclusivo, sendo de cabo flexível e da cor verde e a resistência de aterramento inferior a 10 ohms (figura 1).

Na obra, é necessário dispor de um local destinado ao vestiário e armazenamento de materiais. Essa área deve ser coberta e ter no mínimo 12 m2, tomadas elétricas de 600 W, piso cimentado, fechada com porta e cadeado.

Deve haver, no mínimo, três divisões horizontais para instalação das prateleiras.

Para realizar a descarga dos componentes do elevador, a obra deve dispor de um local coberto, livre e desimpedido e com uma área mínima de 20 m2 para facilitar a transferência dos materiais dos locais de armazenamento até os respectivos poços dos elevadores.

Com exceção das aberturas de piso localizadas na casa de máquinas (figura 2), as demais devem ser arrematadas com tubos de PVC chumbados na laje, deixando ressalto mínimo de 50 mm, acima e abaixo da laje. Quando forem utilizados os elevadores com suspensão 2:1, as aberturas para apoio dos suportes de fixação dos terminais dos cabos não devem ser arrematadas. É necessário que haja uma tampa para fechamento provisório dessas aberturas de piso com trava, para que seja impedido um deslocamento acidental.

Além disso, por norma, na obra deve:

  • Haver placas do responsável técnico da empresa que estiver instalando os equipamentos
  • Dispor o eletroduto e a fiação entre a caixa do elevador e a portaria para a instalação de campainha e interfone (de acordo com a NBR NM 207)
  • Fornecer a madeira e a mão-de-obra para a confecção de gabaritos para instalação e acabamento das portas




    Fundo do poço
    Para a construção, deve ser verificada a profundidade do poço conforme indicado na planta de montagem. É importante ressaltar que a não observância da cota do fundo do poço afeta profundamente a instalação do equipamento.

    O poço deve ser impermeabilizado a uma profundidade mínima de 100 mm abaixo do fundo, ser feito com materiais resistentes ao fogo e caiado, e possuir resistência mecânica adequada para superar os esforços indicados na planta de montagem.

    O poço também deve conter cinta ou viga de concreto alinhada ao piso acabado do vão de acesso ao fundo do poço para fixação das primeiras guias, pilares de concreto e escada para acesso (figura 3). Além disso, é necessário programar a construção de parede divisória entre fundos de poços adjacentes - de alvenaria, chapa ou tela metálica de malha - com espessura inferior a 50 mm, a fim de impedir a comunicação entre as partes (figura 4). O fundo deve ser pintado na cor cinza-claro e possuir uma área de demarcação de 500 x 1.000 mm sob a projeção da plataforma da cabina com tinta de cor amarelo brilhante. Ao instalar a porta, deve-se fixar uma viga na soleira do vão de acesso ao fundo do poço (figura 5).



    Passadiço e caixa
    As dimensões da caixa, frente e lado, devem ser iguais às da planta de montagem. As medidas não devem variar mais do que 25 mm das indicadas. O pé-direito do pavimento e a última altura devem conter medidas iguais às mencionadas na planta de montagem (figura 6). A não observância dessas cotas da caixa afeta profundamente a instalação do equipamento.

    As paredes da caixa devem estar sem qualquer perfuração, lisas e isentas de saliências - tais como vigas, blocos de concreto - em toda a extensão da caixa. Devem estar planas (prumadas) na vertical e caiadas (para elevadores não-panorâmicos) ou com pintura preta fosca (para elevadores panorâmicos).

    Devem possuir resistência mecânica adequada para suportar os esforços indicados na planta de montagem/civil (de acordo com a NBR NM 207). As cintas ou vigas de concreto devem ser livres de argamassa e não caiadas para fixação das guias. As quantidades e o distanciamento máximo vertical das cintas utilizadas para fixação dos suportes das guias do carro e contrapeso devem estar conforme a planta de montagem. As cintas devem ser capazes de suportar os esforços indicados na planta de montagem/civil, de acordo com a NBR NM 207.

    Para montar a porta sobre o pavimento ou sobre o avanço de concreto, deve-se prever o rebaixo para fixação da soleira da porta. Se a montagem, porém, for somente sobre o avanço de concreto, é necessário que haja, abaixo da soleira de cada pavimento, uma aba com face lisa, vertical e com altura de, no mínimo, 300 mm (figura 7). A parte inferior da aba continuará com inclinação mínima de 60o em relação à horizontal, até encontrar a próxima superfície lisa do andar inferior, conforme indicado na planta de montagem (de acordo com a NBR NM 207).



    Para instalar as portas, é necessária a marcação do nível de referência dos pisos acabados em cada andar. Deve ser prevista uma área de acesso com dimensões adequadas, livre e desimpedida para o transporte da cabina pré-montada até o andar de acesso à caixa. Para introduzir a cabina pré-montada, o vão livre deve ter medidas iguais às da planta de montagem. As bonecas e golas laterais devem ser construídas com alvenaria - e nunca com concreto -, revestidas e caiadas internamente. Uma cinta ou uma viga de concreto aparente, com altura de no mínimo 150 mm, deve ser instalada no topo do vão livre e outra na soleira para fixação das portas.

    Até a instalação das portas de andar, os vãos devem ser protegidos com guarda-corpo e rodapé como medida de segurança. Os vãos de acesso às caixas dos elevadores devem ter fechamento provisório de, no mínimo, 1.200 mm de altura, constituídos de materiais resistentes e seguramente fixados à parede do lado de fora da caixa, até a colocação definitiva das portas (figura 8).

    Os vãos livres com mais de 300 mm devem ser protegidos adequadamente com barreiras, como mostra a figura 9, que devem atender aos requisitos dimensionais e de resistência mínimos.

    As portas de emergência e de inspeção devem ser instaladas somente quando em concordância com a segurança dos usuários ou com as exigências de manutenção. As aberturas devem ser todas fechadas e não devem abrir para o interior da caixa, respeitando as mesmas condições de resistência mecânica e ao fogo que as portas de pavimento dos elevadores.

    Além disso, devem ter fechadura e contatos elétricos que, quando abertos, impeçam o funcionamento do elevador, tornando isso possível apenas com as portas fechadas. Quando houver polia defletora, deve haver vão para porta de inspeção no piso do andar intermediário da última altura. Caso haja distância superior a 11 mil mm entre paradas consecutivas, devem existir portas de emergência com espaçamento vertical entre soleiras não superior a 11 m.

    Quanto à ventilação da caixa na parte superior, devem existir aberturas com área total de, no mínimo, 1% da seção transversal da caixa, as quais permitam - em caso de incêndio - a saída de fumaça e gases quentes para o ar livre. As caixas não devem ser utilizadas para ventilação de qualquer outra área.

    Quanto à instalação elétrica, é necessária a colocação de um quadro provisório de força localizado no andar térreo (segurança e emergência). A iluminação da caixa deve ser permanente, proporcionando luminosidade mínima de 20 lux durante reparos e manutenção, mesmo quando todas as portas estiverem fechadas. Essa iluminação deve compreender uma lâmpada a 50 cm de cada um dos pontos extremos da caixa (do mais alto e do mais baixo) e lâmpadas intermediárias com distância entre si não superior a 7 m. Os interruptores devem ser instalados no fundo do poço e na casa de máquinas (para elevador convencional), de modo que a iluminação possa ser acionada de qualquer local (figura 10).

    Já a iluminação elétrica dos pavimentos deve ser natural ou artificial junto à porta de pavimento do elevador de, no mínimo, 50 lux no nível do piso.

    Além disso, junto à porta de cada pavimento, o piso deve possuir uma leve inclinação para evitar o escorrimento para dentro da caixa de líquidos usados na limpeza do piso.



    Casa de máquinas
    O pé-direito deve ter, no mínimo, 2 m, conforme indicado na planta de montagem. As outras dimensões devem permitir fácil acesso para inspeção, manuseio e reparo dos equipamentos existentes, com área livre ao redor. A laje deve dispor de resistência mecânica adequada para esforços indicados na planta de montagem.

    O piso acabado deve ser antiderrapante e a base da casa de máquina deve ser de concreto com superfície desempenada e nivelada. As fixações devem ser realizadas na base com resistências mecânicas conforme indicadas na planta de montagem.

    É necessário prever a instalação de um armário metálico ou de alvenaria com porta metálica (preferencialmente) para guardar materiais e ferramentas de manutenção, conforme indicado na planta de montagem. A porta de entrada deve ser fabricada com materiais incombustíveis (tipo corta-fogo) com uma fechadura que possua fechamento por fora somente com chaves e por dentro com livre acionamento.

    A base do controle pode ser construída com concreto conforme a planta de montagem (figura 11). Quando o acesso à casa de máquinas for realizado por meio de escadas, é preciso prever corrimãos que permitam passagem fácil e segura. Se o acesso for realizado através de um alçapão, um sistema de guarda-corpos deve ser instalado como proteção. Quando a casa de máquinas possuir desníveis maiores que 500 mm, devem ser instaladas escadas de acesso e guarda-corpo móvel na linha divisória do desnível. O guarda-corpo deve ter, no mínimo, 1.000 mm de altura de estrutura tubular a ser encaixada em furos no próprio piso da casa de máquinas, permitindo a rápida remoção. O sistema deve permanecer montado durante a instalação.

    As aberturas de pisos localizadas na casa de máquinas serão utilizadas para içamento das guias e devem ser fechadas após a instalação. O alçapão deve ser metálico e de material incombustível e antiderrapante (figura 12). O fechamento deve ser com cadeado e alça de manuseio retrátil. Esse alçapão deve ser utilizado para passagem da máquina para a casa de máquinas. Quando não existir o vão de porta para inspeção de polia defletora, deve-se instalar um alçapão metálico no piso do andar intermediário da última altura. Os alçapões, quando fechados, devem resistir a um esforço de 2.000 N em uma área de 200 x 200 mm, e quando abertos devem estar munidos de proteção contra queda de pessoas (guarda-corpo).

    Os ganchos ou trilhos no teto para fixação de talhas devem ser fixados na projeção dos alçapões e das máquinas e pintados de amarelo brilhante. Também deve ser pintada da mesma cor uma área de 300 x 200 mm no teto ao redor do gancho. A carga deve estar identificada no teto, na cor preta.

    A ventilação da casa de máquinas deve ser cruzada, natural ou mecânica. A casa de máquinas deve ser projetada de modo que os motores e os equipamentos, bem como os cabos elétricos, estejam protegidos tanto quanto possível do pó, fumaças nocivas e umidade (figura 13).




    A iluminação elétrica da casa de máquinas deve ser feita com lâmpadas fluorescentes aparentes (preferencialmente) não inferior a 200 lux no nível do piso, com proteção mecânica contra quedas/quebra e com alimentação independente da máquina. O interruptor deve estar a uma distância máxima de 1 m da porta de acesso ou do patamar superior da escada interna da casa de máquinas. Os eletrodutos e respectivas fiações devem estar conforme indicado na planta de montagem. As instalações de eletrocalhas devem ser embutidas na canaleta no piso (figura 14).

    A iluminação de emergência deve ser independente e automática, com uma autonomia mínima de uma hora, assegurando uma luminosidade mínima de 10 lux sobre a máquina, de modo a garantir a realização das operações de um possível resgate. As duas tomadas elétricas devem ser monofásicas de 600 W (no mínimo), com identificação visual da tensão elétrica da localidade, em circuito independente do equipamento. Outra tomada deve ser colocada a, no máximo, 1 m do painel de controle. A alimentação elétrica e iluminação para a cabina devem ser independentes. Os cabos devem ser flexíveis e nas cores indicadas na planta de montagem, os conectores conforme norma NBR 5410 e os circuitos elétricos independentes (figura 15).

    O quadro de força elétrico deve estar a uma distância máxima de 1 m da porta de acesso, com barras de aterramento e neutro, por elevador. Deve conter chave multipolar blindada com dispositivo de travamento mecânico por cadeado. Os fusíveis devem ser renováveis, possuir curva característica e indicador de interrupção, dimensionados de acordo com a planta de montagem.

    O disjuntor de iluminação/ventilador deve ter alimentação independente da chave geral trifásica, interruptor diferencial com proteção máxima de 30 mA, dispositivo de travamento mecânico por cadeado, que proteja os circuitos de luz da cabina, alarme e tomada elétrica para 250 V com ligação terra (figura 16).

    Após a instalação dos equipamentos, recomenda-se pintar o piso da casa de máquinas na cor cinza-claro. Na casa de máquinas deve existir extintor de incêndio, CO2 com capacidade de 6 kg, a no máximo, 1 m da porta de acesso, fixado a uma altura máxima de 1,6 m do piso. É recomendável que a temperatura ambiente na casa de máquinas seja mantida entre 5 e 40oC, salvo indicado o contrário na planta de montagem. A casa de máquinas não deve ser usada como passagem a qualquer outro lugar do prédio e deve estar completamente desimpedida e livre de elementos estranhos aos componentes do elevador.





    Daniel Luz
    Gerente de Produtos - Novos Equipamentos e Modernizações da Elevadores Otis
    e-mail: daniel.luz@otis.com


    Téchne 87 - junho de 2004
  • Veja também

    Téchne :: Projetos :: ed 211 - Outubro de 2014

    Veja os procedimentos de execução de lajes em steel deck

    Téchne :: Reportagem :: ed 211 - Outubro de 2014

    Obra aberta