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Editora PINI lança livro didático sobre materiais de construção

Publicação de Paulo Henrique Laporte Ambrozewicz aborda características, normas aplicações e ensaios de laboratório de 12 grupos de materiais

Ana Paula Rocha
19/Dezembro/2012

Reprodução
A Editora PINI acaba de lançar o livro Materiais de Construção - Normas, Especificações, Aplicação e Ensaios de Laboratório, de autoria de Paulo Henrique Laporte Ambrozewicz. A publicação é destinada a alunos de graduação em engenharia civil e a profissionais já formados.

O livro apresenta os fundamentos de caracterização dos materiais de construção. Os capítulos obedecem à mesma sequência didática de uma grade curricular acadêmica, para facilitar a compreensão do tema e permitir uma rápida localização.

Seu conteúdo aborda a definição de ciência e engenharia dos materiais, apresenta as normas relacionadas e traz as propriedades dos principais materiais de construção - agregados, aglomerantes e concreto, metais, madeira, plásticos, vidros, materiais cerâmicos etc.

Ambrozewicz é engenheiro civil, especialista em estruturas e mestre e doutor em engenharia de produção, além de já ter atuado como professor na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Confira entrevista com o autor do livro:

Qual a importância de uma publicação como esta para um engenheiro civil?
Este livro busca contribuir, de modo efetivo, para o estabelecimento de algumas condições favoráveis ao ensino e à aprendizagem das demais disciplinas e serviços prestados pela engenharia tanto em projetos construtivos quanto em obras. Já no tocante ao engenheiro civil, permite repassar as características e aplicações dos materiais, inclusive com orientações para o canteiro de obras. A publicação ainda possui orientações e representações da execução de ensaios de laboratório, de acordo com as normas brasileiras e do Mercosul.

Qual a maior deficiência hoje nos profissionais de construção em relação ao conhecimento da engenharia de materiais?
O Brasil passou por longos períodos de inflação nos quais os engenheiros eram muito valorizados pela engenharia financeira e o conhecimento técnico dos materiais, a qualidade das obras e a produtividade não eram fatores tão importantes. Posteriormente, o País teve um período de ausência de obras, no qual os materiais foram esquecidos. A qualidade, os processos produtivos e o aumento de produtividade agora são novamente um diferencial competitivo e o conhecimento precisa ser resgatado. Na década de 80, as licitações públicas eram baseadas em propostas técnicas, compostas por materiais, processos, composições de preço e sistema construtivo, mas hoje se tornaram apenas menor preço. Existe a necessidade e a solicitação do próprio mercado que a mudança aconteça para o bem das melhores práticas construtivas.

O que esperar dos materiais de construção no futuro?
A construção do futuro significa incorporar considerações de sustentabilidade no planejamento e na implementação de processos dos projetos de construção. A utilização eficiente de matérias-primas e energia é tão importante como o objetivo de reduzir os poluentes e os resíduos. A madeira é um exemplo de um material renovável que passou por um renascimento na indústria de construção, as suas propriedades versáteis levaram a sua ampla utilização em edifícios modernos e funcionais. Muitas empresas estão fortemente envolvidas na pesquisa, a fim de desenvolver novas tecnologias e materiais inovadores.

E a nanotecnologia?
O avanço da nanotecnologia no mundo é visível. Já são mais de mil produtos de consumo em diversos segmentos de atividade, como cosméticos, tecidos e aparelhos eletrônicos. No Brasil, contudo, o lançamento de produtos não acompanha nem de perto o ritmo internacional. A previsão, contudo, é que esse panorama mude em função da importância crescente de pesquisas nessa área envolvendo os diferentes segmentos da economia. No setor da construção já é possível encontrar produtos como películas para vidros com 242 camadas.

A publicação está disponível na Loja PINI.

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